O presidente da Câmara de Barcelos, Fernando Reis, segundo o arquitecto Pulido Valente, alterou, “à boa maneira portuguesa, vigarista”, a designação do projecto de recuperação do edifício dos Paços do Concelho, de modo a conseguir fundos comunitários para a realização daquela obra.
A forma violenta, ou frontal, como Pulido Valente qualificou o comportamento de Fernando Reis, não mereceu condenação por parte do Tribunal de Barcelos, onde correu um pedido de indemnização do autarca por danos não patrimoniais.
Reis não conseguiu os 50.000 euros que pedia porque, entendeu o Tribunal, as acusações do arquitecto portuense tinham por base factos que as sustentavam.
É certo que Reis poderá recorrer da sentença judicial para instâncias superiores, mas, ainda assim, parecem não restar dúvidas de que, com o fim de conseguir o dinheiro para as obras de restauro da Câmara, foi feita uma habilidade com as designações do projecto e fundamentações da candidatura ao II Quadro Comunitário de Apoio (QCA).
Perante a impossibilidade de enquadrar as ““Obras de recuperação e beneficiação do edifício dos Paços do Concelho” no II QCA, Reis terá então ordenado a mudança de nome do projecto para “Reabilitação do Centro Histórico de Barcelos – Restauro e Renovação do Edifício do Antigo Hospital do Espírito Santo”. E assim, desta forma habilidosa, foram obtidos os fundos comunitários para a construção de um “equipamento sócio-económico” de “apoio à actividade produtiva”, apesar de a obra consistir na renovação, no restauro e na ampliação do edifício dos Paços do Concelho.
Diria que, nesta história, “não é o fim que é interessante, mas os meios para lá chegar”.
A intervenção nos Paços do Concelho ficou agradável, o que, numa perspectiva maquiavélica, poderia legitimar o meio utilizado para a satisfação do fim. Mas, a meu ver, e citando o filósofo francês Albert Camus, “há meios que não se podem justificar”.
A Reis, e a quem nesta matéria lhe dá o seu beneplácito, lembro simplesmente as palavras de Dwight Eisenhower: “um povo que valoriza os seus privilégios acima dos seus princípios, cedo perde os dois”.
A forma violenta, ou frontal, como Pulido Valente qualificou o comportamento de Fernando Reis, não mereceu condenação por parte do Tribunal de Barcelos, onde correu um pedido de indemnização do autarca por danos não patrimoniais.
Reis não conseguiu os 50.000 euros que pedia porque, entendeu o Tribunal, as acusações do arquitecto portuense tinham por base factos que as sustentavam.
É certo que Reis poderá recorrer da sentença judicial para instâncias superiores, mas, ainda assim, parecem não restar dúvidas de que, com o fim de conseguir o dinheiro para as obras de restauro da Câmara, foi feita uma habilidade com as designações do projecto e fundamentações da candidatura ao II Quadro Comunitário de Apoio (QCA).
Perante a impossibilidade de enquadrar as ““Obras de recuperação e beneficiação do edifício dos Paços do Concelho” no II QCA, Reis terá então ordenado a mudança de nome do projecto para “Reabilitação do Centro Histórico de Barcelos – Restauro e Renovação do Edifício do Antigo Hospital do Espírito Santo”. E assim, desta forma habilidosa, foram obtidos os fundos comunitários para a construção de um “equipamento sócio-económico” de “apoio à actividade produtiva”, apesar de a obra consistir na renovação, no restauro e na ampliação do edifício dos Paços do Concelho.
Diria que, nesta história, “não é o fim que é interessante, mas os meios para lá chegar”.
A intervenção nos Paços do Concelho ficou agradável, o que, numa perspectiva maquiavélica, poderia legitimar o meio utilizado para a satisfação do fim. Mas, a meu ver, e citando o filósofo francês Albert Camus, “há meios que não se podem justificar”.
A Reis, e a quem nesta matéria lhe dá o seu beneplácito, lembro simplesmente as palavras de Dwight Eisenhower: “um povo que valoriza os seus privilégios acima dos seus princípios, cedo perde os dois”.
Julgo que numa sociedade cujo nível de formação seja mais elevado, não se permitirão determinado tipo de aldrabices como as que se verificam de norte a sul do país, ao nível autárquico.
ResponderEliminarEngana-se quem pensa que o PS é melhor que o PSD ou vice versa…
Se em Barcelos temos um caso de parasitismo entre PSD e Reis, basta olhar para Braga e ver o mesmo entre PS e MM.
Não sei se ainda é desta que as coisas vão mudar…
Penso ser oportuno trazer à memória o debate sobre o encerramento das Maternidades no programa da RTP “Prós e Contras”.
Aquilo mais parecia o concurso “quem consegue mentir mais descaradamente?”
O Ministro da Saúde dizia que a reforma que propunha ao país ainda ia ficar mais cara aos cofres do Estado (quando toda a gente sabia, que o que o Estado queria, era justamente poupar uns trocos). Disse que o que estava em causa eram 1500 partos anuais. Ora, na Clínica Particular de Barcelos, esse “ratio” está muito longe de se alcançar… Aliás, desde Bragança a Faro, pooucos são os Hospitais e Clínica privadas que conseguem ter 1500 partos anuais. Pois bem: nem um foi encerrado.
O Director da Maternidade do Santa Maria batia-se pela segurança nas Maternidades. Só não disse que no serviço que dirige, algumas cesarianas são feitas por um Obstetra e por um estudante de Medicina (internos da especialidade). Também não disse que raramente põe lá os pés. E também não disse que no sector privado (onde também exerce) quem amíudes vezes fica com a batata quente nas mãos são as enfermeiras.
O Dr. Fernando Reis reivindicava uma maternidade para o concelho, em nome dos mais pobres e desfavorecidos. Será que se esqueceu que teve um papel importante no aparecimento da clínica particular em Barcelos?
E será que já se esqueceu que é médico? Claro que não estou a pensar em nenhuma directiva governamental que impusesse aos médicos o exercício da profissão enquanto o país sofresse fortemente com o facto de muitos não terem médico de família. Chamo apenas a atenção para outro tipo de atitudes bem mais nobres, por sinal, de colegas partidários!
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=14221
http://ogalodebarcelosaopoder.blogspot.com/
ResponderEliminarUm tema mais do que actual…
ResponderEliminarhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%ADncipe_Real_de_Portugal
Príncipe Real de Portugal foi o título oficial atribuído aos herdeiros presuntivos da Coroa de Portugal, durante a Monarquia Constitucional (1822-1910), por oposição aos demais filhos do casal régio, que recebiam o título de Infante de Portugal. A partir da morte de D. Manuel II, último Rei de Portugal, o título de Príncipe Real passou a ser o dos pretendentes ao trono e Chefes da Casa Real Portuguesa.