Finalmente acabou. Durante dez anos, tantos quantos levo de colaboração com o Barcelos Popular, pugnei com a força da palavra escrita pela consciencialização do povo de Barcelos contra a (des)governação autista de Fernando Reis. Agora que o reinado acabou, não posso deixar de manifestar a minha satisfação pessoal pelo despertar do povo de Barcelos que, tarde mas em boa hora, expressou, pela democracia do voto, um rotundo Basta! ao homem que, durante 20 anos, tal como referi em anterior artigo, governou com mestria a sua fortuna pessoal, relegando a governação municipal para actividade secundária com os prejuízos que saltam à vista para Barcelos e para os barcelenses.
Outros factores terão influenciado o resultado eleitoral, mas julgo que nenhum com tanto peso como a concessão da exploração das redes de água e saneamento do concelho à empresa Águas de Barcelos.
O povo fartou-se de estradas esburacadas por períodos injustificáveis, de aumentos obscenos do preço da água e da imposição da ligação aos ramais com custos exorbitantes. O culpado tinha um nome -
Fernando Reis - e um rosto, que, apesar de desgastado, povoou as bermas das estradas e as caixas de correio dos barcelenses, em cartazes, panfletos e brochuras várias de despudorada auto satisfação pela “obra“ feita. O povo penalizou a falta de vergonha e, de forma sensata, escolheu para presidente da Câmara o candidato, esse sim, melhor preparado para inverter o “estado de coisas” em Barcelos. Um candidato em boa hora escolhido por Domingos Pereira, grande obreiro desta vitória de Barcelos contra os interesses pessoais e institucionais instalados.
Mais que uma mudança de cor partidária, ou de rostos, acredito convictamente que assistimos Domingo a uma mudança de paradigma. Com a liderança de Miguel Costa Gomes e a implementação do programa que o Partido Socialista apresentou ao eleitorado, Barcelos vai finalmente abandonar uma política autárquica de inércia e pouca transparência para entrar na senda do desenvolvimento sustentado.
Outros factores terão influenciado o resultado eleitoral, mas julgo que nenhum com tanto peso como a concessão da exploração das redes de água e saneamento do concelho à empresa Águas de Barcelos.
O povo fartou-se de estradas esburacadas por períodos injustificáveis, de aumentos obscenos do preço da água e da imposição da ligação aos ramais com custos exorbitantes. O culpado tinha um nome -
Fernando Reis - e um rosto, que, apesar de desgastado, povoou as bermas das estradas e as caixas de correio dos barcelenses, em cartazes, panfletos e brochuras várias de despudorada auto satisfação pela “obra“ feita. O povo penalizou a falta de vergonha e, de forma sensata, escolheu para presidente da Câmara o candidato, esse sim, melhor preparado para inverter o “estado de coisas” em Barcelos. Um candidato em boa hora escolhido por Domingos Pereira, grande obreiro desta vitória de Barcelos contra os interesses pessoais e institucionais instalados.
Mais que uma mudança de cor partidária, ou de rostos, acredito convictamente que assistimos Domingo a uma mudança de paradigma. Com a liderança de Miguel Costa Gomes e a implementação do programa que o Partido Socialista apresentou ao eleitorado, Barcelos vai finalmente abandonar uma política autárquica de inércia e pouca transparência para entrar na senda do desenvolvimento sustentado.